| Com raiz europeia, feijoada tem a cara do Brasil; conheça segredos |
| Qua, 31 de Agosto de 2011 15:15 |
Da tradicional receita mineira às versões light, a feijoada tem espaço cativo nos restaurantesBrasileiríssima, a feijoada tem suas raízes na colonização europeia, mas ganhou adaptações da nossa cultura e culinária, com a incorporação do feijão preto e da carne de porco pelos escravos. "Ela tem origem na tradição dos cozidos europeus, como no cassoulet francês e os cozidos de grão de bico com carne, típicos de Portugal. Nesses países a base é o feijão branco e o grão de bico", comenta Robson Zioti, professor de história. A carne de porco era comum nas fazendas brasileiras e suas partes mais nobres eram consumidas em outras receitas pelos senhores. Mas, com a escassez de alimentos, não se podia desperdiçar os "restos" do porco, ou seja, as partes menos nobres, como o focinho, o pé e o rabo. E foi da criatividade em mesclar essas carnes com o feijão preto que surgiu a tradicional feijoada. Como grande parte da colonização se deu no Estado de Minas Gerais, a feijoada mineira ganhou fama. E foi o fogão a lenha e as panelas de ferro e de barro, usados no cotidiano dos mineiros, que definiu seu sabor característico. "O fogão a lenha proporciona uma textura e caldo mais encorpados, o cozimento leva cerca de três horas e meia. O caldo fica mais escuro e as carnes absorvem mais o sabor", explica Zioti. Versões light Em muitos restaurantes a maioria das feijoadas não leva a máscara (rosto), o rabo e a orelha pelo volume de gordura que agregam ao prato, já que a maioria é consumida em intervalos de almoço e por pessoas que retornam ao trabalho. Com o tempo surgiram versões mais leves da feijoada, como a vegetariana, com verduras e legumes em substituição à carne, e a light, em que se colocam ingredientes mais magros e mais ferventados, para retirar todo tipo de gordura. Segredo está no tempo de preparo Para Genilton Laureano Antônio, chef de cozinha e consultor gastronômico do Chopp Time, a feijoada é um prato substancioso no inverno e que se tornou motivo de confraternização, no qual as pessoas se reúnem para degustar e que, em grandes festas, se torna o prato principal. "Mas algumas pessoas adoram, outras não apreciam todos os seus ingredientes, daí as versões light", explica. Mas o chef "Gê" afirma que a tradicional tem um sabor diferenciado por conta dos miúdos. "O grande diferencial de uma feijoada é fazer no fogão a lenha, cozinhando todos os ingredientes juntos ao feijão para absorver a cor e ter um sabor único, dos defumados, miúdos e das carnes nobres. Além do tempero." Independente da versão ou receita a verdadeira feijoada está sempre muito ‘bem’ acompanhada da couve, do torresmo e da laranja, que ajuda na digestão. "É um prato saboroso, com a cara da culinária brasileira. O segredo da receita está em fazer com carinho e no tempo de cozimento, quanto mais demorar, mais saborosa fica", revela Robson Zioti. Fonte: Jornal A Cidade No Aos Democratas você aprecia o bolinho de feijoada, que acompanhado de um chopp Brahma, deixa seu happy hour bem mais gostoso. |

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