| Lances dos principais jogos da penúltima rodada do Brasileirão |
| Seg, 29 de Novembro de 2010 16:42 |
Basta uma vitória no último jogo para o Fluminense comemorar um título que não ganha desde 1984. E essa última partida é diante da própria torcida, no Engenhão, contra o Guarani, que teve seu rebaixamento selado neste domingo por uma derrota para o Grêmio, lá mesmo em Campinas, por 3 a 0. É uma "decisão" desigual, um Davi x Golias, mas qualquer bobeada pode ser fatal. Porque o Corinthians venceu o Vasco por 2 a 0 no Pacaembu, manteve-se um pontinho atrás do líder, e faz seu derradeiro confronto contra um também rebaixado e cheio de reservas Goiás (que tem as atenções totalmente voltadas para a decisão da Copa Sul-Americana contra o Independiente). Até mesmo o Cruzeiro ainda pode sonhar com o título: depois de vencer o Flamengo por 2 a 1 em Volta Redonda, está um pontinho atrás do vice-líder (a dois do Flu), e enfrenta o desinteressado Palmeiras na Arena do Jacaré no próximo domingo. Antes desta penúltima rodada, um dirigente palestrino chegou ao absurdo de sugerir que o time perdesse do Flu por W. O. para não beneficiar o rival Corinthians. Mas o Verdão entrou em campo para enfrentar o líder do campeonato com uma formação digna, com nove titulares. A mesma Arena Barueri que na rodada passada havia visto torcedores do São Paulo vibrando com um gol sofrido pelo time assistiu a novas cenas bizarras. A pior delas: o goleiro Deola sendo vaiado e alvejado por torcedores do próprio time com copos de plástico. Seu pecado? Defender algumas bolas difíceis. Aí a bola rolou e, se houve alguém entregando, foi o zagueiro Leandro Euzébio, do Fluminense. Com quatro minutos de jogo, matou erradamente uma bola fácil, oferecendo-a ao atacante Dinei, que acertou um belíssimo chute em curva. Depois do gol, o Palmeiras pouco ameaçou. E aos 18 minutos, Carlinhos foi chegando, chegando, sem receber combate, e empatou o jogo. Daí até o fim do primeiro tempo, o Flu duelou basicamente contra seu próprio nervosismo, precipitando-se na conclusão de jogadas e sem saber aproveitar os espaços generosos oferecidos pela defesa alviverde. Coube afinal, ao reserva Tartá marcar o gol da vitória. Daí para frente, todos pareceram se dar por satisfeitos - os dois times e as duas torcidas - e o tempo custou a passar até o apito final. No Pacaembu, a Fiel comemorou o gol de Dinei freneticamente. Mas o time jogava pouco, e só conseguiu marcar aos 39 minutos do primeiro tempo, em um lance de muita sorte e também com toques de bizarria. No segundo tempo, diante de um Vasco catatônico de tão desinteressado, Danilo ampliou para 2 a 0. Foi futebol, mas pouco futebol. O Cruzeiro, outro candidato ao título, também não foi muito superior ao Flamengo em Volta Redonda. Saiu perdendo, graças a um gol de Diego Maurício aos 9 minutos, e só empatou em lance de sorte. No segundo tempo, os rubro-negros tiveram chance para desempatar, mas viram Montillo carnavalizar pela direita e cruzar para Thiago Ribeiro selar a virada, aos 23 minutos. Mesmo perdendo por 2 a 1, a torcida do Flamengo respirou aliviada: pela conjunção de resultados, o time livrou-se da ameaça de rebaixamento. Um "feito" constrangedor para o atual campeão brasileiro. Fonte: globo.com |

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