| Campeonato Brasileiro terá "Rodada contra o Racismo" no próximo fim de semana |
| Sex, 25 de Novembro de 2011 16:17 |
Além de poder definir o campeão do Brasileiro de 2011, a 37ª rodada do torneio, que acontece no próximo fim de semana, também será conhecida como a “Rodada contra o Racismo”, em iniciativa da CBF para condenar a prática nos estádios.A ação servirá como protesto contra a intolerância racial que jogadores de futebol, inclusive brasileiros, vem sofrendo nos gramados ao redor do mundo. A entidade máxima do futebol brasileiro se vê na “obrigação de promover uma ampla campanha contra o racismo no futebol e chamar a atenção para essa prática inaceitável para o convívio social”. A medida vem um dia depois do presidente da Fifa Sepp Blatter insistir que não há racismo no futebol e que eventuais confrontos de palavras e gestos indesejáveis eram resolvidos com um aperto de mão no final do jogo. A afirmação teve repercussão negativa no mundo do futebol e ao invés de se desculpar o suíço insisitiu na constatação. “Se alguém ainda acha que sou racista, lamento dizer que estou na Fifa há praticamente 37 anos. Não há racismo de forma alguma e esse assunto pra mim já acabou. A tolerância para a discriminação dentro e fora do campo é zero”, afirmou o dirigente. O técnico da seleção brasileira Mano Menezes imediatamente apoiou a ação da CBF e aproveitou para expor sua opinião sobre o caminho a ser tomado contra manifestações racistas. “O racismo no futebol não pode ser tratado e não admite meio termo. Tem de ser resolvido de maneira forte. É muito cômodo uma pessoa apertar a mão da outra depois do jogo para pedir desculpa por uma ofensa ao que ele tem de mais sagrado e significativo. A solução é buscar nos mecanismo legais que já existem a forma de haver uma punição muito rígida.” O caso mais recente de um brasileiro sofrendo com o preconceito racial aconteceu com Edimar, da equipe grega do Skoda Xanthi. Em partida contra o PAS Giannina, pelo Campeonato Grego, a torcida imitava o som de macacos toda vez que o atleta tocava na bola, no domingo. O mesmo se passou com o atacante do Flamengo Diego Maurício, durante a disputa do Sul-Americano Sub-20 com a seleção brasileira em partida contra a Bolívia, em janeiro. “Custei a acreditar que aquilo estivesse acontecendo. Foi chocante e muito triste. A FIFA tem de fazer uma campanha para punir com rigor todos que pratiquem o racismo. Claro que não basta um aperto de mão ou um pedido de desculpa, é preciso haver punição”, disse o técnico Ney Franco. Atletas de renome internacional como Roberto Carlos, Daniel Alves e Gilberto Silva também sofreram com a discriminação nos gramados europeus. O primeiro chegou a abandonar uma partida do Campeonato Russo depois de sofrer com insultos da torcida. |

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