| Coxa cria tática para conter ímpeto |
| Qua, 11 de Julho de 2012 15:06 | ||
Na obrigação de fazer no mínimo dois gols – para tentar levar o jogo aos pênaltis – diante do esperado bloqueio armado no lado palmeirense, o Coritiba precisará exercitar uma impensada tranquilidade no momento mais intenso do clube no ano. “A torcida vai querer que a gente ataque o tempo todo, mas não é bem assim. Se levarmos um gol temos de fazer quatro. Então, é respirar, ter inteligência e cautela”, pregou o volante Sérgio Manoel, até para fazer valer o maior trunfo coxa-branca nesta noite. “O Couto Pereira tem uma mística inexplicável. Somos muito fortes”, acrescentou o jogador, respaldado pelos 100% de aproveitamento em casa na Copa do Brasil, tanto em 2011 quanto agora. “Não podemos entrar na pilha da torcida. Eles vão querer que a gente faça dois, três gols ainda no primeiro tempo. Temos de ter calma, porque a afobação é perigosa”, alertou o volante Willian. Ele conhece bem o clima que move os torcedores, pois era frequentador assíduo do cimento do Alto da Glória antes de se tornar jogador. Ontem, ao saber durante a coletiva de imprensa que todos os ingressos haviam se esgotado, não se surpreendeu. “Quando acabou o jogo em Barueri, eu tinha certeza de que seria casa cheia. Essa torcida nunca nos abandonou”, elogiou um dos jogadores mais identificados com o Coxa. Até por isso – e pelo tempo de casa – Willian assume que aumentou a pressão para o clube sair do “quase”. Em pouco mais de um ano – a final da Copa do Brasil contra o Vasco em 2011 foi no dia 8 de junho – a equipe bate pela terceira vez à porta da Libertadores. Além das decisões, o Coritiba perdeu a chance de se classificar para o torneio continental via Brasileiro, ao perder o Atletiba derradeiro do ano passado para o rival Atlético, que passou o Nacional inteiro na zona de rebaixamento. “Batemos na trave duas vezes. Agora o peso é maior e vem junto com a responsabilidade de conseguirmos esse título”, reconheceu Willian, que não atuou no clássico. No atual elenco, Rafinha e Lucas Mendes são os únicos titulares na trinca de oportunidades de encorpar a história do clube. Como os dois não falaram à imprensa, coube a Sérgio Manoel, escalado para encarar a mais concorrida das coletivas deste ano, definir o que a final de hoje representa. “É um jogo em que jogador que está sendo cobrado pode virar herói em um minuto. Pode mudar a vida de todos”, encerrou, confiante. Fonte: Gazeta do Povo |

|
AOS DEMOCRATAS DR. PEDROSA
|